sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

(David descendo a escada - Sabine Jelinek)

Quem nunca teve uma professora de piano, inglês, francês, ou, de artes, diferente? Digo, visualmente, aparentemente diferente?

Quem nunca viu pulseiras de plástico, brincos de plástico, sapatos de plástico, cabelos de plástico (perucas), vestidos de jersey, naylon, lycra ou crepe vestindo as mais assanhadas, estampadas e insidiosas, geralmente artistas, amigas ou conhecidas de sua mãe, pai, avô, frequentando o almoço e sentada na mesma mesa de sua família?

Lembro vividamente da tia Conceição, da tia Jurema e de dona Magda Tgliaferro, esta última no rádio.

Pobre de quem repete, feito papagaio, a palavra “democracia” e desconhece a palavra “idiossincrasia”. Sinal próspero da economia dos “ex-pobres de tudo”, pagantes de continhas baratas: de uma gente cada vez mais antipática, que provavelmente não pouco enxerga a si, e, reclamadora e escandalosa quando vêem seus espelhos cafonas e distorcidos. Detestável seria ter uma mãe dessas. Pernósticamente, eu diria: “shame on you, mother...”

Adorei ver o Laerte, o cartunista, de mulher, vestido de mulher, olhando feito mulher e “agindo” igual mulher (como a professora de piano), coerente à sua personagem, num restaurante em São Fancisco Xavier, pelas bandas da Serra da Mantiqueira...

Nunca imaginei um homem vestido de mulher e usar o “toillete feminino” ser assunto relevante pelas bandas dos bairros da capital de São Paulo. Nem na periferia se discute isso mais, mamãe!

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