

Em 1964, com o dinheiro do próprio bolso ele articulou uma equipe de jovens colegas fotógrafos e cineastas para sair numa caravana pelo Norte e Nordeste do país, documentando a vida de brasileiros que moravam nas periferias das grandes cidades daquela região.
Em tempos pouco propícios para que um projeto desse teor pudesse dar certo (era o início do longo período da ditadura militar, quando falar de Brasil ou de brasileiros se tornava um campo minado e perigoso), mesmo com a escassez de recursos, a pletora de entusiasmo, suor e amadorismo (no sentido puro da palavra) fez com que 19 documentários de curta e média metragem, intitulados “A Condição Brasileira”, fossem realizados com sucesso.
A idéia da caravana, pioneira na documentação sobre as manifestações da cultura popular nacional, torna-se ainda mais atraente ao saber que toda essa história tinha uma proposta essencial: a posterior exibição dos filmes em escolas como material pedagógico, criando uma ponte entre o Sudeste e o Norte/ Nordeste; traduzindo o singular para o plural.
Claro que pode parecer tolo ou até mesmo pretensioso querer escrever sobre THOMAZ FARKAS e a sua importância para a fotografia e para a história da fotografia e do cinema no Brasil. Na verdade, é papagaiar o que todo mundo já sabe, o que já foi dito. E pior: sem quase nenhuma propriedade. No entanto, desejos são desejos. Não há muito que explicar.
continua

0 comentários:
Postar um comentário